Banca de DEFESA: EDIVALDO RODRIGUES DUTRA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EDIVALDO RODRIGUES DUTRA
DATA: 30/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Vídeo Conferência e Sala de Reuniões de PPGCITE
TÍTULO:
RAÍZES E HORIZONTES: AS TRAJETÓRIAS DA JUVENTUDE QUILOMBOLA DOS QUILOMBOS DE SANTA MARIA DO MURAITEUA E CANTA GALO, SÃO MIGUEL DO GUAMÁ, AMAZÔNIA PARENSE
PALAVRAS-CHAVES:
Juventude Rural. Identidade. Permanência. Migração. Projetos de Vida
PÁGINAS: 56
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:
Esta dissertação analisa as trajetórias e os projetos de vida da juventude quilombola dos quilombos de Santa Maria do Muraiteua e Canta Galo, localizados no município de São Miguel do Guamá, na Amazônia Paraense, com foco no dilema entre permanência e migração no território. Parte-se da compreensão de juventude como categoria social plural, histórica e relacional, considerando as especificidades da juventude rural e quilombola em contextos marcados por desigualdades territoriais. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter interpretativo, fundamentada no estudo de caso, utilizando entrevistas semiestruturadas, grupos focais, questionário socioeconômico e observação participante. A análise dos dados é orientada por uma abordagem fenomenológico-hermenêutica (Husserl, 2006; Heidegger, 2012; Gadamer, 2008), centrada na compreensão dos sentidos atribuídos pelos sujeitos às suas experiências vividas. Conclui-se que as trajetórias dos jovens quilombolas investigadas se configuram como projetos híbridos, nos quais permanência e mobilidade não se opõem, mas se articulam como estratégias diante da escassez de oportunidades no campo e das desigualdades estruturais que atravessam os territórios quilombolas. Se a mobilidade responde à falta de condições materiais de reprodução da vida, a afirmação da identidade quilombola responde a um problema ainda mais profundo: o do reconhecimento e da existência pública e politicamente legível. A identidade, não como adorno cultural, mas como mecanismo político de direitos, atua como condição de possibilidade da cidadania diferenciada e das lutas territoriais, evidenciando que a permanência juvenil no campo depende da articulação entre reconhecimento, políticas públicas efetivas e condições concretas de construção de futuros no próprio território.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2244124 - ELIANA TELES RODRIGUES
Interno - 2718514 - FRANCINEI BENTES TAVARES
Externo à Instituição - AIALA COLARES DE OLIVEIRA COUTO





